Quebra-molas- prevenção, desperdício e falta de educação

Com a chegada da estiagem a patrulha mecanizada do município de Apiacás ja entrou em ação

Com o final das chuvas a administração do município de Apiacás, pequena cidade localizada no extremo-norte de Mato Grosso, à aproximadamente 1020 quilômetros da capital voltou a transformar as ruas da cidade num verdadeiro canteiro de obras.

Dentre as muitas atividades que vem sendo desenvolvidas na área urbana do município, destaca-se o patrolamento das ruas de terra e o aguamento das áreas residências no combate a poeira. Numa demonstração de que o prefeito Júlio e sua equipe estão atentos a saúde da população.

Quebra molas no intuito de prevenir acidentes, mas declara desrespeito do condutor e falta de educção no transito

O que nos chamou à atenção no entanto é que na retomada das atividades urbanas está na agenda da administração municipal a construção de vários quebra-molas nas ruas mais movimentadas da cidade. Pelo menos, quatro deles estão projetado para as avenidas principais, nos confidenciou uma fonte da administração.

É compreensível em parte a preocupação do prefeito Júlio dos Santos, e sua equipe, que como em outras pequenas cidades do Brasil, pressionados pelos munícipes , os prefeitos terminam enchendo a cidade de morros de concreto o que eles denominam quebra-molas.

A princípio a intenção parece boa, prevenção contra acidentes ante a falta de educação dos condutores de veículos automotores, que não respeitam nas vias urbanas os limites de velocidade estabelecidos pelas leis de trânsito.

Por outro lado, toda cidade que se enche de quebra-molas, também pode está colocando em risco vidas de pessoas que precisarem se deslocar para um socorro hospitalar de urgência, por que terão que reduzir ao mínimo a velocidade no quebra-molas e um minuto de atraso neste momento pode custar uma vida.

Assim é de se entender, que em pleno século 21 a prática arcaica da construção de quebra-molas em quantidades exageradas, também não deixa de demonstrar a falta de educação da comunidade onde eles existem e o desrespeito para com as leis de transito.

Sem contar, que o desperdício de verba pública que se gasta num quebra-molas que não é barato, são recursos que poderiam está sendo usado para distribuição de remédios e cestas básicas à famílias carentes.

Ficando esclarecido sempre que a existência de quebra-molas em áreas urbanas onde na maioria das vezes são mal cuidados e sem sinalização, como placas e pinturas adequadas, reflete sempre a baixa educação de uma comunidade com relação as leis de trânsito.

Por Lira Netto

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