Cento e trinta e três anos da escravidão e como está hoje o Brasil?

Foto: Ilustrativa da Princesa Izabel – Arquivo

 13 DE MAIO DIA DA LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS

Folheando algumas anotações de minhas leituras me deparei com a lembrança de como nos ensinaram na escola primaria sobre a época da escravidão no Brasil colônia.  A tentativa frustrada de escravizarem os índios e a solução buscada na África pelos primeiros coronéis que comandaram o Brasil de ontem.

Foto: ilustrativa de Escravos na Colheita de café em 1822 – Arquivo

Digo os primeiros coronéis, por que se formos esmiuçar a estória ou a história das mudanças de comando do Brasil, talvez até pudéssemos chegar a um denominador nada agradável. Como por exemplo; quem foi mais marginalizado o escravo da época do império ou o escravo da época da República?

Nos ensinam que os escravos da época do império tinham um imenso valor para seus donos enquanto representasse para eles a força do trabalho, eram submetidos a regras rígidas, mas precisavam ser bem alimentados a moda da época para garantir a força do trabalho .

A submissão a seus senhores os colocava em um beco sem saída, obedecer para sobreviver e trabalhar muito para viver. A humilhação, a submissão e a fidelidade a seu amo  talvez fosse a melhor forma de proteger a sua prole.

Paralelo a agrura dos escravos africanos, que em milhares foram traficados para o Brasil, movimentos de liberdade surgiam pelo país, na utopia da liberdade. Um tema que tem varias faces e que seria importante que o brasileiro que, quer conhecer a genealogia da história desta linda e sofrida nação deveria se interessar.

O escriba a trouxe à tona esse tema, apenas, para deixar uma pergunta no ar, e podermos refletir nela. Será que a escravidão nesse país acabou mesmo? Ou apenas mudou de nome. Talvez de escravos negros, para escravo de todas as etnias, brancos, ameríndios, amarelos e negros que hoje trocaram o nome para assalariados.

Sei lá. Mas quem esteve melhor nesse país? O escravo negro que tinha dono e era protegido enquanto estava em condições de trabalhar e depois pelos seus descendentes até a morte?

Ou,o brasileiro, livre do século XXI, que em sua vitalidade de trabalho tem que sobreviver e sustentar a família  com o atual salário mínimo, mas  por sua própria conta, tem que pagar a luz, o aluguel para morar, o leite dos filhotes, a luz, a água que bebe e entregar o que sobrar, se sobrar ao supermercado ou ao seu Zé da bodega da esquina ?.

Pior, que  uma maioria dos  brasileiros “homens livres de hoje” escravos da miséria, não tem salário mínimo e se quer um trabalho, que lhes proporcione a sobrevivência.

Mesmo assim, salve a princesa Izabel.  Que deu a alforria aos escravos brasileiros em 13 de maio de 1888. Se estivesse ainda entre nós, como será que ela avaliaria esse país e o legado de suas melhores intenções.

Um tema para refletir! Vislumbramos que no século XXI no Brasil atual. Os senhores de engenho mudaram de nome, para senhores do capitalismo selvagem. E que os escravos supostamente maltratados, mas protegidos por seus senhores, para homens livres abandonados ao léu por seus governantes carrascos e corruptos.

Mas 133 anos não ficou tão longe ainda. Quem sabe, as intenções do coração da Princesa Isabel ainda brotem na esperança de uma nova geração . E que essa, assumam as rédeas desta nação. Não percamos a esperança. Salve a Princesa Izabel!

Por Lira Netto

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