Professor e alunos do São Cristóvão avaliam balneabilidade na lagoa de Barra Velha.

 

Um projeto diferenciado de alunos e professores da extensão da Escola Básica Municipal Antônia Gasino de Freitas, do bairro São Cristóvão, em Barra Velha, comprovou a necessidade de um amplo projeto de despoluição da lagoa – e propôs alternativas para a salvação ambiental desse importante ponto turístico barra-velhense.

Através do trabalho do professor e biólogo Ricardo Gaya Amorim, juntamente com os alunos Rafael Francisco e Pedro Henrique Oliveira, do 8º ano, foi possível detectar a presença de pelo menos três bactérias em vários pontos da lagoa de Barra Velha. O exame de balneabilidade da lagoa foi apresentado aos vereadores barra-velhenses na noite de 27 de novembro, durante um espaço cedido na sessão ordinária da Casa de Leis.

Ricardo, que é biólogo, perito em biologia forense e mestre em Ciências e Tecnologia Ambiental, coordenou todo o projeto, e levou os alunos a campo, coletando em 17 de maio último mostras da água e dos sedimentos da lagoa em vários pontos do trajeto, de cerca de seis quilômetros. Com apoio de um laboratório credenciado, na cidade de Timbó, Ricardo encaminhou os tubos de material coletado para análise, tudo de acordo com resoluções ambientais do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

O resultado apontou a existência de poluição no trajeto inicial da lagoa – na região do trapiche da Praça Lauro Carneiro de Loyola – a qual vai reduzindo à medida em que igualmente reduzem os pontos de despejo de dejetos na mesma lagoa, que chega à sua foz, junto do Rio Itapocu, praticamente limpa.

Foram sete pontos distintos de coleta, iniciando pelo trapiche, segundo em frente a uma marina, e indo até o final da lagoa. Todos os parâmetros da Fundação do Meio Ambiente do Estado (Fatma) foram observados, além do Conama, analisando a contagem das três bactérias, e demonstrando paralelo com resultados anteriores produzidos pela Fatma.

Professor Ricardo alertou para a presença dessas bactérias, exclusivas de esgoto sanitário, as quais causam males às pessoas, como diarreia, infecção urinária e até mesmo meningite, em casos mais raros. “As viroses comuns do verão vêm delas”, apontou o professor.

O mais importante foi o fato de que os alunos que participaram das coletas chegaram a estudar formas de futuramente, despoluir a lagoa barra-velhense. De acordo com o aluno Rafael, é possível, através de um projeto consistente, eliminar todo nível de poluição, utilizando dejetos recolhidos em filtragem para a produção de energia.

“É possível, através da fermentação das fezes, criar gás metano. essa captação pode gerar gás de cozinha, usado como eletricidade. Um projeto de despoluição desse tipo filtra água, e economiza energia”, completou Pedro.

“Foi bem instrutivo porque a gente aprende na teoria, mas nunca vai ser igual à prática, e a gente começa a tomar gosto pela ciência, incentiva os alunos a ter maior ligação com ciência e matemática, que estão em alta em disciplinas como robótica, medicina, e isso tudo pode ser utilizado”, acrescentou.

A apresentação na Casa de Leis teve apoio do vereador e professor Juliano Bernardes (MDB), e também recebeu elogios dos parlamentares que usaram a tribuna na sessão, como o presidente Alex Palmital (PSD), Marcelo Nogaroli (MDB), Thiago Pinheiro (PSB) e Jorge Borghetti (DEM). A diretora da extensão, Vivian Sartori Flores, e professores como Joseli Ravache acompanharam a apresentação.

Alunos e professores agora querem manter essas análises de balneabilidade como projeto de extensão, pelo menos duas vezes no ano. Ricardo frisa que recebeu apoio do laboratório, no custeio do exame, e custeou ele próprio a embarcação que levou os estudantes à lagoa. A extensão da David também participará dia 8 de dezembro do “Dia Route”, ação voluntária de limpeza da praia.

Câmara de Vereadores de Barra Velha
Estado de Santa Catarina
Assessoria de Comunicação
Informação Pública nº 184/2018

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